sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Breve Resumo do Artigo da Psicoterapeuta e Investigadora Professora Doutora Clara Pracana

LIBERTINOS E LIBERDADES

Clara Pracana

O tema “liberdade” trás-me à ideia um outro, o dos libertinos. Tenho uma certa estima por eles, ou pelo menos pelo imaginário que a eles associo, alimentado certamente, concedo, pelas memórias de Casanova. Gente viva, amante da liberdade, do prazer e dos prazeres, e não os zombies entre o metrossexual e o assexuado que por aí pululam, neste nosso tempo em que parece que a hipersexualidade obrigatória está a sufocar o erotismo. Mas por que lhes chamaram libertinos?

Libertino tem a mesma raíz de livre, obviamente. Um homem livre para os gregos e para os romanos era o que não era servo. O que conferia direitos e obrigações. Um cidadão, portanto, que não estava sujeito aos constrangimentos do escravo. Era na polis, e pela polis, que essa condição era possível. Em casa (oikos), espaço das mulheres, crianças e escravos, era a necessidade que imperava. Asseguradas as necessidades em casa, era na esfera do público que o cidadão (que tinha de ter casa) se realizava e realizava o fim para que os homens tinham criado a polis: a liberdade de se autogovernarem e a eudomonia (tradução aproximada: felicidade).

Nos séculos que se seguiram, as esferas do público e do privado foram-se confundindo. Hannah Arendt, especialista nesta fascinante questão, chama a atenção para o facto de Maquiavel, num esforço de dignificação da política, ter sido provavelmente o primeiro a aperceber-se da coragem que tinha sido necessária para trespassar o privado e passar para a polis. Tinha ele morrido há pouco anos, quando Jean Calvin, conhecido entre nós por Calvino, perseguido pelos católicos, teve de fugir da França, seu país natal, para a Suiça. A liberdade religiosa não existia na Europa, nem foi com Calvino que passou a existir. Mas isso é outra história que não vem ao caso. O que é curioso, é que é este Calvino que cunha, pejorativamente, a palavra “libertino”.

Quem eram estes libertinos?

Breve Resumo da Arigo do Nuno Nodin para a Revista Nº 3

As mentiras da infidelidade


Se a infidelidade é um facto da vida das relações afectivas, então como gerir a mentira implícita a este contexto, aquela que serve para salvaguardar a relação? É importante considerar que os próprios conceitos de fidelidade e de infidelidade não são unívocos. Por exemplo, se fidelidade para muitas pessoas implica não ter qualquer tipo de relação sexual com uma terceira, como se define então relação sexual? Será o sexo oral uma relação sexual? E o beijo? E a masturbação assistida? O que dizer então da infidelidade emocional e psicológica? Até que ponto se está a ser infiel quando se partilha com alguém com quem não temos uma relação “oficial” de casamento ou namoro as nossas inseguranças, sonhos, desejos e fantasias? Não é isso, afinal, apanágio daqueles com quem partilhamos uma qualquer conjugalidade?



Artigo José Manuel Fonsca para o 3 número

Cartas Fora do Baralho

Liderança Autêntica
Não podemos sacudir as nossas culpas na presente crise. E, as culpas, são várias e de natureza diversa. Que vivemos acima das nossas possibilidades parece insofismável. Que preferimos olhar para o lado quando vozes nos sopravam que “isto” não poderia continuar “assim” por muito mais tempo. Preferimos encolher os ombros e não ver o óbvio. Preferimos partilhar o optimismo artificial e insensato. Preferimos ignorar a desonestidade intelectual. Preferimos entrar naquele delírio tão nacional de esperar o melhor e prepararmo-nos para o espectacularmente formidável.



quinta-feira, 27 de outubro de 2011

JÁ SAIU O TERCEIRO NUMERO DA rEVISTA


TERCEIRO NÚMERO DA REVISTA:

AUTORES
NUNO NODIN,CLARA PRACANA,ODETE NUNES,MARIA DAA GRAÇA PEREIRA,PAULA BARBOSA,PEDRO FRAZÃO,MAFALADA FERREIRA,MARGARIDA PITEIRA,CARLA CARVALHO,MIRIAM RODRIGUES,LUIS FRUCTUOSO MARTINEZ,CESAR MADUREIRA,JOSE EDUARDO SAPATEIRO,JOSE MANUEL FONSECA & EQUIPA DA AVENTURA SOCIAL...

PODEM AQUIRIR
WWW.PSICOLOGIANAACTUALIDADE.COM

sábado, 22 de outubro de 2011

CONFERÊNCIA DA REVISTA PSICOLOGIA NA ACTUALIDADE

Dia 10 de Novembro de 2011
Na Universidade Lusíada
Na Rua da Junqueira em Lisboa

ORADORES:

-Professora Odete Nunes-Universidade Autónoma
-Professor Félix Neto-Universidade do Porto
-Professora Maria Graça Pereira-Universidade do Minho
-Professor Jorge Gomes-ISEG
-Professor Silvio Brito-Instituto Politécnico de Tomar
-Professor Orlindo Gouveia Pereira-Professor Emérito
-Professor Goís Horácio-Universidade Católica e Lusíada
-Professora Teresa Leite-Universidade Lusíada
-Professora Tânia Gaspar-Universidade Lusíada
-Drº José Eduardo Sapateiro-Juíz do Tribunal da Relação de Lisboa

Vale a pena!Não falte é gratuita
Para nós a nossa PRIORIDADE É TRANSMITIR CONHECIMENTO.

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Artigo de João Vieira da Cunha, professor na Universidade Nova de Lisboa

"VERGONHA >DINHEIRO"

"Há quem diga que não há nada mais útil que uma boa teoria.Eu digo que não há nada mais perigoso do que uma má teoria.Uma das más teorias mais populares é que os incentivos determinam o comportamento das pessoas.É mentira."

"Se a identidade e a vergonha são tão centrais ao comportamento humano então devem ser ferramentas de gestão poderosíssimas.Pois é.São mesmo."

"Ser promovido para o emprego de chefe é mais ou menos como arranjar namorada."